O Privileged Access Management (PAM) se consolidou como um dos pilares mais importantes da segurança cibernética moderna.
Estudos indicam que mais de 60% das violações de dados têm origem no abuso de credenciais privilegiadas, evidenciando o quanto elas representam uma vulnerabilidade crítica.
Mesmo organizações que já adotam boas práticas de proteção permanecem expostas a riscos significativos se não controlarem adequadamente suas contas privilegiadas.
Neste artigo, abordaremos o que é o PAM, quais suas funções essenciais, os principais benefícios para a cibersegurança corporativa e as melhores práticas de implementação.
1. O que é Privileged Access Management (PAM)?
Privileged Access Management (PAM) é um conjunto de políticas, processos e ferramentas destinados a controlar, monitorar e proteger contas com privilégios elevados dentro de um ambiente de TI.
Essas contas incluem, por exemplo:
- Administradores de sistemas;
- Contas de serviços e aplicações;
- Contas de parceiros externos que acessam a infraestrutura;
- Executivos ou usuários com autorizações críticas.
Esses acessos são extremamente valiosos, tanto para o funcionamento da empresa quanto para os cibercriminosos.
Um invasor que obtenha uma credencial privilegiada pode manipular sistemas, roubar informações confidenciais e até desativar mecanismos de defesa.
Portanto, o objetivo do PAM é garantir que apenas usuários autorizados tenham acesso a esses recursos críticos e que cada atividade seja monitorada e registrada.
Isso reduz significativamente os riscos de abuso de credenciais e de incidentes cibernéticos.
2. Principais funções de um sistema Privileged Access Management (PAM)
Um sistema de Privileged Access Management (PAM) reúne um conjunto de funcionalidades que fortalecem o controle e a proteção de credenciais críticas.
A seguir, destacamos suas principais funcionalidades.
2.1. Gestão de senhas
A gestão de senhas é o ponto de partida para a segurança de acessos privilegiados.
Um PAM eficiente:
- Gera senhas fortes automaticamente;
- Exige trocas periódicas;
- Limita tentativas de login falhas;
- Oferece recursos como Single Sign-On (SSO), simplificando o acesso sem comprometer a segurança.
Além disso, campanhas de conscientização e treinamento dos usuários são essenciais para fortalecer a política de senhas.
2.2. Gestão de acessos
Permite controlar quem acessa o quê, quando e como.
Isso significa que um funcionário só terá acesso ao necessário para executar suas tarefas — aplicação prática do princípio do menor privilégio.
Alguns exemplos de aplicação:
- Requisição de autenticação multifator (MFA) antes de acessar contas críticas;
- Restrições de fila (First-In-First-Out), limitando o número de usuários simultâneos;
- Controle granular de permissões por cargo ou função.
2.3. Monitoramento e auditoria
O monitoramento contínuo é essencial para identificar atividades suspeitas em tempo real.
Sistemas PAM utilizam User and Entity Behavior Analytics (UEBA) para detectar padrões anormais de comportamento, como tentativas de login em horários incomuns.
Já a auditoria garante rastreabilidade total, registrando todas as ações realizadas em contas privilegiadas.
Isso é crucial tanto para segurança quanto para auditorias externas de conformidade.
2.4. Automação de processos
O PAM também agrega valor ao automatizar tarefas repetitivas, como:
- Geração de relatórios;
- Alertas de acessos não autorizados;
- Rotação automática de senhas em intervalos pré-definidos.
Essa automação reduz erros humanos, economiza tempo e aumenta a eficiência da equipe de segurança.
3. Benefícios do Privileged Access Management (PAM)
O Privileged Access Management (PAM) oferece diversos benefícios para a cibersegurança corporativa.
Abaixo, destacamos suas principais vantagens.
3.1. Redução de riscos de ataque
As credenciais privilegiadas são um dos alvos mais comuns e valiosos para criminosos digitais.
Um invasor que comprometa esse tipo de conta pode obter acesso a sistemas críticos e dados sensíveis.
O PAM reduz esse risco ao aplicar controles rigorosos de autenticação, monitoramento de sessões e o princípio do menor privilégio, dificultando explorações maliciosas.
3.2. Proteção contra ameaças internas
Nem todas as ameaças vêm do lado de fora.
Colaboradores desatentos ou mal-intencionados podem causar prejuízos significativos quando possuem acessos acima do necessário.
Com o PAM, as permissões são limitadas conforme as funções de cada usuário, o que reduz o risco de erros humanos, vazamentos e ações indevidas.
3.3. Conformidade regulatória
Normas e legislações de proteção de dados, como ISO 27001, LGPD, GDPR, exigem controles rigorosos sobre acessos privilegiados.
O PAM auxilia no cumprimento dessas exigências ao garantir rastreabilidade e auditoria completa das sessões.
Além disso, a solução permite aplicar políticas de segurança consistentes que fortalecem a governança corporativa.
3.4. Rastreabilidade e transparência
Um dos grandes diferenciais do PAM é a capacidade de registrar e auditar todas as ações realizadas em contas privilegiadas.
Isso garante total transparência nas atividades administrativas, permitindo identificar comportamentos suspeitos, investigar incidentes e fortalecer a confiança em auditorias externas.
3.5. Eficiência operacional
A automação oferecida por soluções de PAM reduz a carga de trabalho das equipes de TI e minimiza falhas humanas.
Além disso, a centralização da gestão de acessos facilita o controle e aumenta a produtividade.
3.6. Economia a longo prazo
Embora a implementação de um sistema PAM exija investimento, os custos são amplamente compensados pela redução de riscos.
Vazamentos de dados e ataques envolvendo contas privilegiadas podem gerar prejuízos milionários e danos irreversíveis à reputação da empresa.
O PAM ajuda a evitar esses cenários, garantindo maior estabilidade e resiliência cibernética.
4. Boas práticas de implementação do Privileged Access Management (PAM)
A introdução de um sistema PAM não é apenas uma questão técnica, mas também de governança e cultura organizacional.
Algumas boas práticas incluem:
- Identificação de contas privilegiadas: antes de implementar qualquer solução, é essencial mapear as contas com privilégios elevados — inclusive contas de serviço e acessos de fornecedores. Essa etapa evita que pontos cegos comprometam a eficácia do sistema;
- Aplicação do princípio do menor privilégio: garantir que cada usuário tenha apenas os acessos indispensáveis para suas funções. Isso reduz a superfície de ataque e evita abusos acidentais ou intencionais;
- Treinamento de colaboradores: funcionários devem compreender o valor do PAM, saber identificar atividades suspeitas e respeitar as restrições impostas. Capacitação e conscientização são fundamentais para a aceitação da solução e seu sucesso a longo prazo.
5. Como a Diazero Security pode contribuir
O Privileged Access Management (PAM) é apenas uma parte da equação quando o objetivo é proteger identidades e acessos críticos.
Para alcançar resultados consistentes, é fundamental contar com uma abordagem integrada que una tecnologia, processos e inteligência em segurança.
A Diazero Security oferece exatamente isso por meio de seu serviço de Gestão de Acessos, que expande os benefícios do PAM e garante governança contínua sobre identidades.
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Com essa abordagem, sua empresa reduz riscos de acessos indevidos, acelera o provisionamento de usuários e assegura conformidade regulatória, atendendo a normas como a LGPD.
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